1. CHELAS & MARVILA | 044 | SKYSCRAPERCITY

     





  2. CHELAS & MARVILA | 043 | SKYSCRAPERCITY

     





  3. CHELAS & MARVILA | 042 | SKYSCRAPERCITY

     





  4. CHELAS & MARVILA | 041 | SKYSCRAPERCITY

     





  5. CHELAS & MARVILA | 040 | SKYSCRAPERCITY

     





  6. CHELAS & MARVILA | 039 | SKYSCRAPERCITY

     





  7. CHELAS & MARVILA | 038 | SKYSCRAPERCITY

     





  8. CHELAS & MARVILA | 037 | SKYSCRAPERCITY

     





  9. CHELAS & MARVILA | 036 | SKYSCRAPERCITY

     





  10. CHELAS & MARVILA | 032 | WIKIPEDIA

    Marvila é uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, com 6,29 km² de área e 38 102 habitantes (2011), e densidade: 6 057,6 hab./km².

    O sítio de Marvila, tão velho quanto a fundação da nacionalidade, é dos bairros mais típicos da zona oriental da cidade de Lisboa. Até ao século XIX, sucediam-se agradáveis quintas nesta vasta zona de Lisboa e era grande a fertilidade das terras banhadas pelo Tejo.

    Era, até há pouco tempo, uma freguesia essencialmente rural, onde proliferavam as quintas e as hortas. Ainda hoje, os exemplos são fáceis de detectar: a Quinta dos Ourives, a da Rosa, a das Flores, a das Amendoeiras, a do Leal, a do Marquês de Abrantes… Estas propriedades eram exploradas, na sua maioria, por gentes originárias do norte do País e abasteciam os mercados ambulantes, espalhados pelo bairro, pela vizinhança e, mais tarde, por toda a Capital. Ao antigo mercado da Praça da Ribeira, a mercadoria chegava transportada por carroças. Essa população originária do norte trouxe muitos dos seus hábitos e costumes, nomeadamente, a Feira da Espiga, que poderá ter origem num costume dos hortelões nortenhos. Mas de zona rural, Marvila transformou-se, com o passar dos anos, em zona urbana de fisionomia bairrista e fabril. Todavia, ainda hoje se vêem vestígios de uma grande actividade hortícola. O palácio do Marquês de Abrantes, na rua de Marvila, ou o da Mitra, na rua do Açúcar, são verdadeiros exemplares dos vários solares que ali foram edificados. Também os monumentos de carácter religioso abundavam, como o antigo Mosteiro de Marvila. No século XX, continuou a instalação de unidades fabris desde a rua do Açúcar até Braço de Prata. São deste período as tanoarias da rua Capitão Leitão e os armazéns de vinhos de Abel Pereira da Fonseca (que, pouco antes de morrer disse a seus descendentes “enquanto o Tejo tiver água, nunca deve faltar vinho a Lisboa”). Hoje, estes armazéns estão transformados em centros culturais.

    A actual Marvila, freguesia criada pelo Dec.-Lei 42.142 de 7 de Fevereiro de1959, é bem significativa da zona periférica de uma grande cidade europeia em franco crescimento. Beneficiou, consideravelmente, com a realização do grande evento que foi a Expo 98.

    O seu padroeiro é Santo Agostinho.

     





  11. CHELAS & MARVILA | 031 | WIKIPEDIA

    Chelas é uma zona da freguesia de Marvila em Lisboa situada na parte oriental da cidade, podendo-se chegar à mesma por comboio ou pormetropolitano.

    O seu nome corresponde a grande parte da área geográfica de Marvila, nunca tendo sido, no entanto, a designação oficial da mesma freguesia a que pertence.

    Historicamente, grande parte da área geográfica de Chelas sempre se confundiu com a área de Marvila, sendo vulgarmente mais utilizado o nome de Chelas para fazer referência respectiva à zona do que o nome da freguesia.

    Na mesma zona, fica situado o Vale de Chelas, no qual se estrutura todo o respectivo sistema orográfico e que tem início junto ao Rio Tejo entre o Mosteiro da Madre de Deus e a antiga Fábrica dos Tabacos de Xabregas, paralelo à margem nascente da cidade com direcção sensivelmente norte-sul, até às cotas mais elevadas de Lisboa, junto ao Aeroporto da Portela.

    No Vale de Chelas, habitaram, há vários milhões de anos, espécies animais antepassados das que vivem actualmente, como crocodilos, mastodontes, rinocerontes, hipopótamos primitivos e o tigre de “dentes de sabre”.

    Segundo o testemunho de historiadores, o Vale de Chelas é uma área de Lisboa rica em vestígios da presença humana, desde a ocupação pré-histórica ao espólio da Revolução Industrial, sendo que na Idade Média, era bastante povoado, abrangendo uma área significativa. Supõe-se igualmente que em tempos muito remotos, passasse pelo Vale um pequeno esteiro do Rio Tejo, que acabaria mais tarde por secar deixando, contudo, os terrenos férteis.

    A zona de Chelas integrava-se na extensa Herdade de Marvila, caracterizada por todas as rendas e terras de Marvila que possuíam mesquitas dos mouros, doada por D. Afonso Henriques à Mitra de Lisboa, após a conquista de Lisboa, em 1147. Em1150, a herdade foi dividida ao meio, pelo então Bispo de Lisboa, D. Gilberto.

    De uma das metades da herdade, resultaram 31 courelas que o prelado entregou aos cónegos da Sé e que, a partir do século XV deram origem às muitas quintas de Marvila. Até essa altura foram muitas as instituições religiosas que aqui tiveram propriedades como a Mitra de Lisboa, Mosteiros de Chelas, de S. Vicente de Fora e de Santa Cruz de Coimbra, Ordens do Templo, do Hospital e de Santiago, além de alguns particulares.

    Nos séculos XVII e XVIII, a Zona de Chelas foi habitada pela aristocracia, a par de algumas ordens conventuais. Em meados doséculo XIX, com a ajuda da abolição dos morgados em 1863, muitas das propriedades da nobreza que existiam em Chelas, foram desmembradas e transitaram para a gestão de homens de negócios em ascensão, como comerciantes e industriais.

    Após a extinção das ordens religiosas, em 1834 e a inauguração da linha-férrea em 1856, verificou-se a industrialização na Zona de Marvila até aos anos 50 do século XX, com a Fábrica de Material de Guerra de Braço de Prata, a Abel Pereira da Fonseca, entre outras.

    Para os terrenos das quintas de Chelas foi atraída mão-de-obra que suportava a indústria lisboeta, sobretudo da Zona Oriental da cidade e que era constituída por pessoas que vinham dos campos, sobretudo do Norte do país, em busca de melhores condições de vida, formando bairros de barracas nos terrenos das quintas, permanecendo até à década de 1990.

    Na segunda metade do século XIX, Chelas era ainda uma aldeia que se encontrava fora dos limites da cidade de Lisboa.

    Até à década de 1970, Chelas era essencialmente uma zona rural, constituída por quintas agrícolas e de recreio, bem como várias hortas, este último facto já anteriormente descrito pelo escritor Almeida Garrett no seu livro “Viagens na Minha Terra”, publicado em 1846.

    Ainda hoje, existem zonas de Chelas, onde se encontram terrenos com hortas, cultivadas pelos respectivos moradores.

    urbanização da zona de Chelas, teve as suas origens em1960, através dos estudos para a área de Chelas, realizados pelo então Gabinete Técnico de Habitação da Câmara Municipal de Lisboa e que tinham como objectivo prioritário, incrementar na Zona uma estrutura urbana plurifuncional e socialmente diversificada, integrada no conjunto da cidade e que permitisse a articulação com a zona ribeirinha até Vila-Franca-de-Xira.

    No seguimento dos mesmos estudos, foi aprovado, a 22 de Maio de 1964, o Plano de Urbanização de Chelas, com as recomendações do Conselho Superior das Obras Públicas, a cargo do então ministro das Obras Públicas, Arantes e Oliveira, adiantando-se na altura, o ano 2000, como a data da conclusão do referido plano.

    A urbanização de Chelas foi concebida para a residência de pessoas essencialmente ligadas em termos profissionais a sectores do Estado, tal como se verificou por exemplo com outros projectos anteriores da cidade de Lisboa, como o Bairro de Alvalade.

    No entanto, o Plano acabou por nunca vir a concretizar-se da forma como foi idealizado, por um lado, devido à demora da Câmara Municipal de Lisboa em adquirir os respectivos terrenos aos particulares para construção e por outro lado, devido às ocupações verificadas durante o Verão Quente de 1975, no decurso do 25 de Abril de 1974.

    As mesmas ocupações, a necessidade de alojar pessoas vindas de bairros de barracas e da ex-colónias, bem como as políticas de realojamento, baseadas em bairros de habitação social com construções apresentando grandes deficiências do ponto de vista arquitectónico e urbanístico, sem ligações ao resto da cidade, que se seguiram ao longo dos anos marcaram para sempre o destino de Chelas, tornando a zona numa espécie de gueto isolado do resto da cidade de Lisboa e esquecida durante muitos anos pelas entidades políticas.

    Somente em meados da década de 1990, foi construído o viaduto sobre o Vale de Chelas, que permitiu a ligação ao Areeiro, bem como os prolongamentos da Avenida D. Rodrigo da Cunha e da Avenida dos Estados Unidos da América, possibilitando finalmente a concretização do núcleo central, presentemente em execução.

    A realização da Expo 98, veio contribuir para uma maior fragmentação de Chelas, com a construção de vias expressas que cortaram o bairro, visando conectar as zonas afluentes da cidade com o parque Expo. Os espaços verdes só recentemente têm vindo a ser concretizados, e o centro de comércio e serviços previsto anteriormente começou a ser construído nos últimos anos.

    Em 2007, muda-se para Chelas a central de produção da Rádio e Televisão de Portugal, a RTP.

    Durante vários anos, a área urbana de Chelas foi denominada pelo nome de zonas: Zona I; Zona J; Zona M; Zona N1 e Zona N2. A partir de meados da década de 90, as designações de zonas foram substituídas por designações de bairros, sendo actualmente constituída pelo Bairro das Amendoeiras (Ex-Zona I); Bairro do Armador (Ex-Zona M); Bairro do Condado (Ex-Zona J); Bairro da Flamenga (Ex-Zona N1) e Bairro dos Lóios (Ex-Zona N2).

     





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